Recebi este e-mail de uma queridissíma amiga, que literalmente me conhece desde criançinha!
Vou compartilhar com meus raros leitores do Blog, e no final dele vocês terão minha resposta/ comentário.
*
Gurias,
Mando este texto que achei M A R A V I L H O S O para todas as mulheres fundamentais na minha vida. Que dividem, já dividiram ou ainda vão dividir as fantásticas e terríveis coisas que os homens (sempre eles) nos fazem compartilhar.
Ainda que algumas de nós (né natália) não se assumam perdigueiras, impossível não se identificar com um mínimo detalhe.
Enfim, um texto para todas nós que sempre amamos demais!
beijos
QUERO UMA MULHER PERDIGUEIRA
Fabrício Carpinejar
Meus amigos reclamam quando suas namoradas o perseguem. Lamentam o barraco do ciúme, a insistência dos telefonemas para falarem praticamente nada, o cerceamento dos horários.
Sempre as mesmas tramas de tolhimento da liberdade, que todos concordam e soltam gargalhadas buscando um refúgio para respirar.
Eu me faço de surdo.
Fico com vontade de pedir emprestada a chave da prisão para passar o domingo. Acho o controle comovente. Invejável.
Não sou favorável à indiferença, à independência, ao casamento sartreano. Fui criado para fazer um puxadinho, agregar família, reunir dissidentes, explodir em verdades. Duas casas diferentes já é viagem, não me serve.
Aspiro ao casamento pirandelliano, um à procura permanente do outro. Sou um totalitário na paixão. Um tirano. Um ditador. Não me dê poder que escravizo. Não me dê espaço que cultivo. Não me eleja democraticamente que mudo a constituição e emendo os mandatos.
Quero uma mulher perdigueira, possessiva, que me ligue a cada quinze minutos para contar de uma ideia ou de uma nova invenção para salvar as finanças, quero uma mulher que ame meus amigos e odeie qualquer amiga que se aproxime. Que arda de ciúme imaginário para prevenir o que nem aconteceu. Que seja escandalosa na briga e me amaldiçoe se abandoná-la. Que faça trabalhos em terreiro para me assustar e me banhe de noite com o sal grosso de sua nudez. Que feche meu corpo quando sair de casa, que descosture meu corpo quando voltar. Que brigue pelo meu excesso de compromissos, que me fale barbaridades sob pressão e ternuras delicadíssimas ao despertar. Que peça desculpa depois do desespero e me beije chorando.
A mulher que ninguém quer, eu quero. Contraditória, incoerente, descabida. Que me envergonhe para respeitá-la. Que me reconheça para nos fortalecer.
A mulher que não sabe amar recuando e não tolera que eu ame atrasado. Que parcele em dez vezes seu dia, que não pague a conversa à vista na hora do jantar, que não junte suas notícias para contar de noite como um relatório. Admiro os bocados, as porções, as ninharias. Alegria pequena e preciosa de respirar rente ao seu nariz e definir com que roupa vou ao serviço.
O amor é uma comissão de inquérito, é abrir as contas, é grampear o telefone, é cheirar as camisas. É também o perdão, não conseguir dormir sem fazer as pazes.
O amor é cobrança, dor-de-cotovelo, não aceitar uma vida pela metade, não confundi-la com segurança. Exigir mais vontade quando ela se ofereceu inteira. Enlouquecê-la para pentear seus cabelos antes do vento. Enervá-la para que diga que não a entende. E entender menos e precisar mais.
Quem aspira ao conforto que se conserve solteiro. Eu me entrego para dependência. Não há nada mais agradável do que misturar os defeitos com as virtudes e perder as contas na partilha.
Não há nada mais valioso do que trabalhar integralmente para uma história. Não raciocinar outra coisa senão cortejá-la: avisá-la para espiar a lua cheia, recordar do varal quando começa a chover, decorar uma música para surpreendê-la, sublinhar uma frase para guardá-la.
Sou doido, mas doido varrido. Bem limpo. Aprendi a usar furadeira e agora entro fácil em parafuso. Quero uma mulher imatura, que possa adoecer e se recuperar do meu lado. Uma mulher que me provoque quando não estou a fim. Que dance em minhas costas para me reconciliar com o passado. Que me acalme quando estou no fim do filtro. Que me emagreça de ofensas.
Não me interessa um tempo comigo quando posso dividir a eternidade com alguém.
Quero uma mulher que esqueça o nome de seu pai e de sua mãe para nascer em meus olhos. Em todo momento. A toda hora. Incansavelmente. E que eu esteja apaixonado para nunca desmerecê-la, que esteja apaixonado para não diminuí-la aos amigos.
*
Querida amiga,
Eu me identifiquei com vários, praticamente todos detalhes! Hoje eu não me assumo uma perdigueira como tu bem sabe, e por isso abriu parênteses "(né natália)". Porém, já fui uma perdigueira! Sim, com um namorado que muitas conhecem, e não me importo nenhum pouco em dizer quem é: Jorge Igor. Explicitei o nome dele porque muitos de vocês sabem que comi o pão que o diabo amassou nesse relacionamento. Tá gente, não vou negar, até teve uns momentos bons. Mas na balança o lado negativo pesa mais que o positivo.
Meu objetivo aqui não é falar desse namoro que morreu e já está sepultado graças a Deus. Aliás, graças a este namoro eu aprendi a me valorizar, me cuidar mais, ou seja, aprendi a ter amor próprio! Este foi o grande aprendizado que o Jorge me deu (Obrigada! Se nunca agradeci, agradeço agora).
Voltando ao "perdiguismo"... Acho tudo isso muito lindo. Sério! Além de ser mulher sou de peixes, sou daquelas ciumentas, daquelas que se entregam, doida e romântica! Não sei se tive "azar" em ter sido perdigueira com o homem "errado", mas desta experiência o que posso dizer é que não vale a pena ser assim. Falo isso porque com o último namorado que tive (que não foi o já citado acima) o perdiguismo não aconteceu.
Talvez, tenho quase certeza, o "problema" todo está em achar/encontrar um "Homem carpinejar". Um "homem mesmo". Eu não encontrei. Também não estou a procura. Mas caso isso aconteça sei que basta se apaixonar para o perdiguismo começar!
E vamos amar, pois amar demais "nunca é demais"!
Beijos!
domingo, 13 de junho de 2010
segunda-feira, 7 de junho de 2010
Me voy
Sei que faz muito tempo que não passo por aqui. Tenho poucos, mas "raros", leitores. Quem conhece "O Teatro Mágico" sabe o que significa esse "raro".
Esses dias que fiquei longe aconteceram muitas coisas, boas e ruins. Um querido amigo perdeu o pai. E confesso que não queria que alguém sentisse tão cedo a dor que eu senti (e que ainda dói).
Algumas "máscaras" também caíram. Infelizmente algumas dentro da minha própria família. Porém, ah, porém, isso não é NADA pra mim! Pois "a vida me ensinou a caminhar, saber cair e depois me levantar" (como canta o MV Bill).
Enfim, várias coisas, mas acabo de chegar de Buenos Aires. Então vamos as coisas BUENAS!
Vários motivos me levaram a ligar o PHODA-SE e ir S.O.Z.I.N.H.A (sim, sem nenhum conhecido se quer) a esta viagem. Decidi ir na última hora. Quase matei minha mãe do coração. Meus verdadeiros amigos sabem os motivos. Desde o stress que já estava afetando minha saúde, desilusões (é, eu me deixei iludir), decepções e também o fato de que eu ainda não tinha "desopilado" desde que perdi meu pai.
Sabe, confesso que fui pra lá com o coração cheio de "esperança", mas acho que na verdade eu tava era cega. Tenho que aprender a me valorizar mais. Olhar pros lados e pra frente. Essa viagem fez eu abrir meus olhos (e meu coração também). O vento mudou...Ah, o vento!
Bueno, voltei feliz! Me sentindo mais leve (apesar de ter engordado mil quilos). Comi muitissímo bem, bebi muito também. Como tem uma galera querendo saber como foi a viagem, e os amigos que estão curiosos pra saber se consegui "relaxar" este post é pra eles. Nos próximos eu vou contar detalhes de lugares onde fui, só estou esperando as fotos do Ricardo.
Pra finalizar, deixo Julieta Venegas, com vocês "Me voy". Essa música traduz PERFEITAMENTE T.U.D.O!
Esses dias que fiquei longe aconteceram muitas coisas, boas e ruins. Um querido amigo perdeu o pai. E confesso que não queria que alguém sentisse tão cedo a dor que eu senti (e que ainda dói).
Algumas "máscaras" também caíram. Infelizmente algumas dentro da minha própria família. Porém, ah, porém, isso não é NADA pra mim! Pois "a vida me ensinou a caminhar, saber cair e depois me levantar" (como canta o MV Bill).
Enfim, várias coisas, mas acabo de chegar de Buenos Aires. Então vamos as coisas BUENAS!
Vários motivos me levaram a ligar o PHODA-SE e ir S.O.Z.I.N.H.A (sim, sem nenhum conhecido se quer) a esta viagem. Decidi ir na última hora. Quase matei minha mãe do coração. Meus verdadeiros amigos sabem os motivos. Desde o stress que já estava afetando minha saúde, desilusões (é, eu me deixei iludir), decepções e também o fato de que eu ainda não tinha "desopilado" desde que perdi meu pai.
Sabe, confesso que fui pra lá com o coração cheio de "esperança", mas acho que na verdade eu tava era cega. Tenho que aprender a me valorizar mais. Olhar pros lados e pra frente. Essa viagem fez eu abrir meus olhos (e meu coração também). O vento mudou...Ah, o vento!
Bueno, voltei feliz! Me sentindo mais leve (apesar de ter engordado mil quilos). Comi muitissímo bem, bebi muito também. Como tem uma galera querendo saber como foi a viagem, e os amigos que estão curiosos pra saber se consegui "relaxar" este post é pra eles. Nos próximos eu vou contar detalhes de lugares onde fui, só estou esperando as fotos do Ricardo.
Pra finalizar, deixo Julieta Venegas, com vocês "Me voy". Essa música traduz PERFEITAMENTE T.U.D.O!
domingo, 16 de maio de 2010
Feliz aniversário!
É bem difícil passar um dezesseis de maio sem aquela saborosa feijoada que só ele sabia fazer. Era sempre assim: Desciamos no Mercado Público compravámos tudo e ele mesmo preparava. Ficava daquele jeito delicioso. O povo (leia-se amigos e família) nem avisava, chegava direto aqui em casa pois sabiam que além da comida a cerveja estava gelada e a música (normalmente um samba) seria da boa.
Embora meu coração esteja muito apertado tenho a certeza de que seu último aniversário foi inesquecível. Até minha mãe fez um show! Ano passado ele já estava doente, nem poderia ter comido algo forte como o feijão, mas sempre teimoso não quebrou a tradição e fez sua festa de aniversário no melhor estilo "Betão".
É pai, tu não tem idéia de como hoje a saudade apertou demais. O que me conforta é saber que foste uma boa pessoa com todos nesta vida, e que hoje COM CERTEZA a feijoada é aí em cima, aí no CÉU!
PARABÉNS! TE AMO PRA SEMPRE!
Traduzo minha saudade com algumas fotos da última Feijoada do Betão:



Embora meu coração esteja muito apertado tenho a certeza de que seu último aniversário foi inesquecível. Até minha mãe fez um show! Ano passado ele já estava doente, nem poderia ter comido algo forte como o feijão, mas sempre teimoso não quebrou a tradição e fez sua festa de aniversário no melhor estilo "Betão".
É pai, tu não tem idéia de como hoje a saudade apertou demais. O que me conforta é saber que foste uma boa pessoa com todos nesta vida, e que hoje COM CERTEZA a feijoada é aí em cima, aí no CÉU!
PARABÉNS! TE AMO PRA SEMPRE!
Traduzo minha saudade com algumas fotos da última Feijoada do Betão:
quarta-feira, 5 de maio de 2010
Vou seguir o meu valor, vou seguir o meu calor...
Eu,não vou me acostumar
Eu deixo que eles falem pois eu sei o meu lugar
Não,não vou me distrair
Tenho as minhas vontades e por isso vou seguir
Vou seguir o meu valor,vou seguir o meu calor
O que eu falo,o que penso não peço por favor
Vou seguir o meu pensar,vou seguir quem eu quiser
amar
Não tenho como fugir
Não tenho como fingir
Não,não vem me pertubar
Eu falo cara a cara custe o que me custar
Sim, eu vou me permitir
A vida corre tanto e por isso vou seguir
Vou seguir o meu valor, vou seguir o meu calor
O que eu falo,o que penso não peço por favor
Vou seguir o meu pensar,vou seguir quem eu quiser
amar
Não tenho como fugir
Não tenho como fingir
Mas também sei ser fácil quando eu quero
se tenho um porque
Mas também sei tirar você do sério
Sou Preta!
Meu Valor, de Preta Gil, me identifico MUITISSÍMO, certo? VOU SEGUIR O MEU VALOR! VOU SEGUIR O MEU CALOR!
domingo, 2 de maio de 2010
Meia noite no meu quarto...
Meu final de semana foi assim: sem comentários. Não quero comentar porque não tenho palavras, faz tempo que não me sinto assim "bem", e também porque não quero "alertar os gansos", sendo bem sincera não quero abrir os olhos gordos do povo. De gordinha já basta eu né gente? (QUE MOMENTO! HAHAHA)
Entonces, cá estou eu, num momento "meia noite no meu quarto", estudando e me embalando (como sempre)... Resolvi compartilhar com os poucos e amados leitores do meu blog algumas músicas do playlist! #adoro
Paixão - Kleiton e Kledir
Enconstar na tua - Ana Carolina
Quem de nos dois - Ana Carolina
Não me deixe de só - Vanessa da Mata
Baby - Gal Costa
Entonces, cá estou eu, num momento "meia noite no meu quarto", estudando e me embalando (como sempre)... Resolvi compartilhar com os poucos e amados leitores do meu blog algumas músicas do playlist! #adoro
Paixão - Kleiton e Kledir
Enconstar na tua - Ana Carolina
Quem de nos dois - Ana Carolina
Não me deixe de só - Vanessa da Mata
Baby - Gal Costa
Assinar:
Postagens (Atom)